Desde que foi lançado, o Pix mudou completamente a forma como o brasileiro envia e recebe dinheiro. Instantâneo, gratuito e prático, ele virou parte do dia a dia — seja para pagar um café, dividir a conta do jantar ou transferir salário.
Agora, com a chegada do Pix Internacional, uma nova revolução está começando. E muita gente ainda está tentando entender: o que isso muda na prática? Como isso vai funcionar? É seguro? Vai ser gratuito?

O que é o Pix Internacional?
O Pix Internacional é uma evolução do Pix tradicional, com foco em permitir transferências instantâneas entre países. Ou seja, da mesma forma que hoje você envia dinheiro para alguém no Brasil em segundos, será possível enviar e receber valores de outros países, usando apenas o celular.
A iniciativa está sendo liderada pelo Banco Central do Brasil, que está em negociação com instituições financeiras de outros países para tornar o sistema compatível.
A ideia é criar uma rede global de pagamentos instantâneos, começando com países da América Latina, e depois expandindo para Estados Unidos, Europa e Ásia.
Por que isso é importante?
Porque as transferências internacionais tradicionais são lentas, caras e burocráticas.
Hoje, para mandar dinheiro para fora do Brasil (ou receber de lá), você precisa:
- Usar serviços como Western Union, PayPal, Wise ou bancos
- Pagar taxas elevadas de câmbio e de serviço
- Esperar de 1 a 5 dias úteis
- Enfrentar burocracia com documentos e limites
Com o Pix Internacional, a promessa é fazer esse processo em segundos, com taxas muito mais baixas — ou até sem taxa nenhuma em alguns casos.
Quem vai se beneficiar?
1# Brasileiros que moram fora
Quem vive em outro país e manda dinheiro para a família no Brasil vai poder fazer transferências instantâneas, pagando muito menos.
2# Turistas brasileiros em viagem
Ao invés de comprar moeda estrangeira, será possível usar o Pix para pagar direto no comércio local — desde que o país esteja na rede integrada.
3# Pessoas que trabalham para empresas estrangeiras
Freelancers, designers, programadores e outros profissionais que recebem em dólar ou euro poderão receber direto via Pix, com menos custo e mais agilidade.
4# Empresas que vendem para o exterior
Pequenos negócios poderão receber pagamentos de clientes estrangeiros de forma direta e rápida, o que facilita exportações e vendas online.
Já está funcionando?
Ainda não para o público geral. Mas o Banco Central está em fase de testes, em parceria com outros países e empresas de tecnologia financeira.
Algumas instituições já começaram a integrar sistemas, e a expectativa é que os primeiros testes práticos aconteçam ainda em 2025.
Os primeiros países parceiros devem ser:
- Argentina
- Uruguai
- Chile
- Paraguai
- Estados Unidos (em negociações avançadas)
- Portugal (pela ponte com os brasileiros residentes lá)
A previsão do Banco Central é que o sistema esteja 100% funcional para todos até 2026.
Vai funcionar com chave Pix?
Sim. A ideia é manter a mesma lógica do Pix nacional: você poderá usar e-mail, CPF, telefone ou código aleatório como identificador.
Se a pessoa que vai receber estiver em um país parceiro, a transferência acontecerá de forma automática, convertendo o valor na moeda do destino — com câmbio transparente e instantâneo.
Você poderá pagar um amigo em Buenos Aires usando seu app bancário, como se estivesse pagando um almoço em São Paulo.
E as taxas? Vai ser gratuito?
Ainda não há definição oficial. Mas o Banco Central já sinalizou que quer manter o Pix Internacional com o mesmo princípio do Pix atual: custo zero ou próximo de zero.
A taxa de câmbio será aplicada, claro, mas a ideia é que:
- A cotação seja justa e sem margem escondida
- As taxas sejam muito menores que as cobradas hoje por bancos e apps
- O usuário saiba exatamente quanto vai receber ou pagar, sem surpresas
Na prática, isso pode acabar com a dependência de apps caros para transferências internacionais — e tornar o Pix a forma preferida de enviar dinheiro para fora.
Vai dar pra usar em compras internacionais?
Sim. Esse é um dos pontos mais aguardados.
A expectativa é que comércios de países parceiros comecem a aceitar Pix como forma de pagamento, principalmente em regiões com muitos brasileiros.
Imagine comprar algo no exterior e pagar direto pelo Pix, sem usar cartão de crédito, sem IOF, sem tarifas abusivas. Isso muda completamente a experiência de viagem — e também ajuda no controle dos gastos.
E a segurança?
O Pix Internacional vai seguir os mesmos padrões de segurança do sistema atual:
- Autenticação por biometria, senha ou reconhecimento facial
- Criptografia de ponta a ponta
- Monitoramento de fraudes
- Limites de envio configuráveis pelo usuário
- Confirmação de dados do recebedor antes da conclusão
Além disso, cada país envolvido deverá seguir regras semelhantes às do Banco Central do Brasil, garantindo um ambiente seguro e transparente para os usuários.
O que muda no app do banco?
Nada — pelo menos por enquanto.
Os bancos vão atualizar seus apps para incluir a opção de Pix Internacional, que será exibida ao lado do Pix tradicional.
Você poderá:
- Escolher o país de destino
- Inserir a chave Pix internacional do destinatário
- Ver o valor na moeda local e na moeda de destino
- Confirmar a conversão e finalizar o envio
Tudo com a mesma praticidade que você já está acostumado.
Como me preparar para usar?
Você não precisa fazer nada agora — mas pode se antecipar:
- Mantenha seus dados atualizados no app do banco
- Use chave Pix oficial (e-mail ou telefone) para facilitar o uso internacional
- Acompanhe notícias do Banco Central sobre os países parceiros
- Tenha um app de câmbio confiável para comparar as conversões
E, claro, desconfie de mensagens falsas dizendo que o Pix Internacional já está ativo para todos. Golpes sempre tentam surfar nas novidades. Quando estiver disponível, os bancos vão avisar pelos canais oficiais.
O Pix vai dominar o mundo?
Não seria surpresa se isso acontecesse.
Com a experiência positiva no Brasil e o avanço das negociações com outros países, o Pix pode se tornar o padrão de pagamentos rápidos na América Latina — e até fora dela.
Outros países já demonstraram interesse em criar sistemas semelhantes, e alguns estão estudando integrar suas soluções ao Pix brasileiro.
Se tudo der certo, em poucos anos, o Pix pode se tornar o “WhatsApp dos pagamentos”, usado de forma universal, rápida, segura e gratuita.
Veja também: Chatbot gratuito para WhatsApp: o que é e como usar
25 de março de 2025
Formada em Letras – Português/ Inglês, e idealizadora do site Escritora de Sucesso, busca expandir o conhecimento de todos com informações relevantes sobre diversos assuntos, enquanto redatora. No Vaga de Emprego RJ, traz oportunidades e dicas sobre o mercado de trabalho.